A Produção In Vitro de Embriões (PIVE) é uma tecnologia amplamente dominada em animais de produção e em humanos, que em animais silvestres pode contribuir para o equilíbrio do número de animais em espécies ameaçadas como a onça-pintada (Panthera onca), em determinados biomas, permitindo o aumento da variabilidade genética desta. A técnica compreende, sucintamente, nas etapas à seguir:

M.V. Letícia Requena conduzindo LOPU em onça-parda

1) Colheita de oócitos de doadoras através da Aspiração Folicular por Laparoscopia (LOPU) em felídeos;
2) Maturação In Vitro (MIV) dos oócitos;
3) Fecundação In Vitro (FIV) dos oócitos maturados, que consiste na união do gameta masculino (espermatozoide) com o gameta feminino (oócito) em ambiente laboratorial;
4) Cultivo In Vitro (CIV) dos zigotos por 2 a 7 dias;
5) Criopreservação dos embriões e/ou
6) Transferência dos Embriões (TE) para receptoras, preferencialmente em estágio de blastocisto

Prof. Hernan Baldassarre conduzindo LOPU em onça-pintada

 

O desenvolvimento de tecnologias de PIVE possibilita a preservação de germoplasma de animais de excelente nível genético, permitindo estocar embriões para uso futuro.

Estão englobados nas biotecnicas de PIVE a realização da Injeção Intracitoplasmática de Espermatózoide (ICSI) e também a Transferência Nuclear de Células Somáticas (TNCS), ferramenta que poderá ser de fundamental importância para a viabilização de populações de animais silvestres criticamente ameaçados.

 

 

Oócitos de onças-pardas aspirados por meio de laparoscopia, maturados in vivo (A) e in vitro (B)
Oócitos de onças-pardas aspirados por meio de laparoscopia, maturados in vivo (A) e não maturados (B).

Topo